• Autor Czeslaw Milosz
  • Ilustrador
  • Coleção Ensaio
  • ISBN 9789896232542
  • PVP 20,99 € (IVA incluído)
  • preço fixo até fim de setembro de 2019
  • 1ª Edição abril de 2018
  • Edição atual 1.ª
  • Páginas 320
  • Apresentação capa mole
  • Dimensões 150 x 225 x 22,5 mm
  • Idade

Czeslaw Milosz - Prémio Nobel de Literatura

Escrita por Milosz durante o seu exílio em Paris e publicada em 1953, A Mente Aprisionada é uma obra fundamental e um clássico no estudo do totalitarismo.

Através de pequenas narrativas biográficas de intelectuais polacos e sua relação com o regime comunista em vigor, Milosz descreve o completo domínio social que este exerceu à época, ao subjugar o espírito e as ideias por meio da «transmissão orgânica» de um pensamento único. Milosz ilumina e resume essa Visão do Mundo e a obediência ao seu Método sedutor e persuasivo num conjunto de textos inovadores, à época polémicos, que anteciparam dissidências e denúncias do estalinismo.

O estilo narrativo único, incisivo e sardónico, erudito e eloquente, que conjuga reflexão filosófica e política com descrição biográfica quase ficcional, faz de A Mente Aprisionada uma obra única e incontornável da literatura ensaística, e um dos livros mais influentes e inspiradores alguma vez escritos sobre o tema.

«Deu-nos uma descrição da cultura totalitária como mais ninguém o fez.» - The Sunday Times

«Um livro assustador. Tem de ser lido.» - The Guardian

Czeslaw Milosz (Seteiniai, 1911 – Cracóvia, 2004) é considerado um dos maiores poetas de sempre e um dos mais influentes intelectuais europeus do século xx. Nascido na Lituânia ainda sob o império do Czar da Rússia, muda-se com a família para Vilna, na Polónia. Encontra-se em Varsóvia durante a ocupação nazi da cidade, em 1939, publicando a sua poesia em círculos literários clandestinos. Sobrevive à Guerra Mundial, testemunhando a devastação da cidade e do seu país.

Em 1951, dissidente do novo regime comunista polaco, obtém exílio político em Paris. Remonta a este período a publicaçãode dois dos mais notáveis e influentes volumes de ensaios da sua vasta obra: A Mente Aprisionada (1953) e Native Realm (1958). Em 1969, emigra para os Estados Unidos, onde, um ano mais tarde, aceita o convite para lecionar em Berkeley, na Califórnia. Recebeu inúmeras distinções, entre as quais se contam, em 1978, o importante Prémio Internacional de Literatura Neustadt e, dois anos mais tarde, o Prémio Nobel de Literatura, atribuído pela «intransigente clarividência com que expôs a vulnerável condição do homem num mundo de graves conflitos.»