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A Justiça de Yerney

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  • Autor
  • Coleção
  • ISBN 9789898864697
  • PVP 12.69 € (IVA incluído)
  • preço fixo até
  • 1ª Edição junho de 2019
  • Edição atual 2
  • Páginas 96
  • Apresentação capa mole
  • Dimensões 150x225x7,2 mm

 

Yerney é um homem simples que dedicou a sua vida a duas coisas apenas: trabalho e Deus. Enquanto feitor na herdade dos Sitar, numa pequena aldeia na Eslovénia, lavrou os campos, plantou as sementeiras e construiu a casa dos senhores com as suas próprias mãos.

Contudo, já idoso e cansado, todo o seu esforço e a promessa de um merecido repouso são-lhe repentinamente negados. Começa assim a busca obsessiva de Yerney por justiça, uma longa odisseia que o levará a encontrar-se com juízes, sábios e padres e a viajar até Ljubljana e Viena, onde vive o próprio Imperador, nunca desistindo de contrapor o seu ideal de direito e justiça à arbitrariedade das leis dos poderosos.

Publicado em vésperas da derrocada do Império Austro-Húngaro, esta pequena obra viria a tornar-se uma das referências incontornáveis da literatura eslovena, à época emergente, versando com agudeza e sobriedade sobre alguns dos temas sociais, políticos e culturais que marcariam o século XX de todo o continente europeu.

Ivan Cankar (1876-1918) nasceu em Vrhnika, na Eslovénia, à época parte do Império Austro-Húngaro. Fez os seus primeiros estudos em Liubliana, mas mudou-se para Viena, onde se inscreveu na universidade e adotou um estilo de vida boémio. Apesar do domínio e influência austríacos, Cankar escreveu as suas principais obras em esloveno, tendo sempre o seu povo e a sua cultura como elementos centrais. Em 1899, publicou Erotika, a sua primeira coleção de poesia, cuja 1.ª edição viria a ser quase inteiramente destruída por ordem do bispo de Liubliana.

Formado entre o realismo e o naturalismo, compôs uma obra de grande originalidade e variedade de géneros, responsável pelo desenvolvimento no seu país do romance psicológico, do drama simbólico e da sátira moderna. Entre as suas obras mais conhecidas, contam-se a novela A Justiça de Yerney, de 1907, a sátira Pohujšanje v dolini Šentflorjanski («Escândalo no Vale de São Floriano»), de 1908, ou o drama Hlapci («Servos»), de 1910. Alternou uma prolixa carreira literária com o ativismo político pela causa independentista. Viria a ser preso várias vezes devido a esta atividade.

Morreu em 1918, vítima de pneumonia. É hoje considerado uma figura tutelar do teatro esloveno e o autor mais influente de toda a literatura moderna em língua eslovena.